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Oftalmologia Pediátrica

 

A Oftalmologia Pediátrica é uma subespecialidade da Oftalmologia que se ocupa do rastreio, diagnóstico e tratamento de doenças oculares nas crianças e adolescentes.
As crianças não são adultos em miniatura. A maior parte das vezes não são capazes de dizer o que as incomoda, de apresentar queixas como um adulto, nem de responder de forma fiável às perguntas do oftalmologista. Como tal, o exame oftalmológico nesta faixa etária reveste-se de particularidades próprias. É necessário um profissional treinado na interação com as crianças e no uso de instrumentos e técnicas específicas na sua avaliação. Frequentemente é necessário usar gotas para caracterizar objectivamente (e sem a opinião da criança) certos erros refrativos.
As crianças raramente se queixam de má visão, sobretudo quando o problema existe em apenas 1 dos olhos. É muito fácil a ambliopia passar despercebida aos pais, já que numa criança, ao lado de um olho normal, um olho quase cego pode não desencadear qualquer sintoma ou alteração visível à familia.

 

O que é a ambliopia?
A ambliopia, vulgarmente designada por “olho preguiçoso”, é uma deficiência visual num olho estruturalmente normal por desenvolvimento anormal da parte cerebral responsável pela visão desse olho. Também ocorre em olhos com deficiências estruturais, quando o défice visual é maior que o esperado para o problema em questão.

 

E porque ocorre a ambliopia?
Porque a informação visual é transmitida de forma deficiente e não estimula o cérebro de forma adequada. Nesta fase o cérebro pode escolher usar um olho e “esquecer”, ignorar o outro. Na prática ocorre falta de treino e aproveitamento de capacidades!

 

Então porque é que a informação visual é transmitida de forma deficiente se o olho é estruturalmente normal?
Essencialmente por 3 razões : erros refrativos muito diferentes entre um olho e o outro (ex: um olho “normal” e outro com miopia), estrabismo (olhos desalinhados), ou falta de transparência dos meios (ex. catarata).
O olho não usado (porque não tem o erro refrativo corrigido, porque está desalinhado, porque tem uma catarata que não foi removida) vai perder visão, não porque está danificado, mas porque o cérebro não o está a usar.

 

A importância do diagnóstico precoce
O sistema visual só vai ter um desenvolvimento adequado se for corretamente estimulado desde os primeiros meses de vida até aos 8-10 anos. Qualquer processo que interfira neste caminho vai ter consequências definitivas. Quanto mais cedo interferir piores vão ser as consequências. Por outro lado, o tratamento que é realizado nesta fase tem também consequências definitivas ou seja o benefício do tratamento vai perdurar.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam o olho preguiçoso (ambliope) deve sempre ser tratado anos antes escola primária: quanto mais cedo melhor, pois o tratamento depois dos 3-4 anos limita a capacidade de recuperação e agrava o prognóstico.

 

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